quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ratos e ratazanas em Brasília

Carlos Chagas                                                      
Anos atrás, quando alguns ingênuos e muitos malandros sem assunto escreviam e discursavam contra Brasília, chamando-nos  de paraíso dos corruptos e ninho de ratos,  ficava fácil  devolver a grosseria, respondendo  que os ratos e os corruptos vinham de fora. Chegavam às terças e iam embora às quintas-feiras. Até que essa réplica deu certo, porque pararam de denegrir a capital federal.                                                        
Recrudesceram. Voltaram a jogar lama em Brasília,  e o diabo é que perdemos nossos argumentos. Desde o escândalo que resultou na cassação do senador Luís Estevão até a renúncia do senador Joaquim Roriz, para não ser cassado, e entrando pela lambança do governo José Roberto Arruda, a conclusão é outra. Corruptos e  ratos  vicejam por aqui. Ratazanas, também. Não se afastam da cidade nos fins de semana, porque foram eleitos pelo povo de Brasília.                                                        
Uma lástima.  A cidade viu-se  nivelada por baixo. Apesar de figuras exemplares ainda sejam  encontradas na representação eleita pelos brasilienses, aumenta a olhos vistos o número de lambões.  Integraram-se na quadrilha que vem de fora, a ponto de não haver diferença entre os diversos tipos de  roedores.                                                        
Evidência disso foi a absolvição de  Jacqueline Roriz, que saiu aos seus. Flagrada recebendo dinheiro podre de um podre assessor do pai,  acaba de ter seu mandato de deputada federal confirmado  por 265 colegas. Apenas 166 votaram pela sua cassação, sendo que 20 se abtiveram. Não houve distinção partidária. Ela recebeu a  solidariedade da maioria das bancadas do PMDB, do PT, do PTB e outras legendas que apoiam o governo federal e o governo local, mas, também, do PSDB, do DEM e do PPS, da oposição. Espera-se que ratoeiras venham a ser  artigo muito bem vendido nas próximas eleições.

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