sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Entrevista ou emboscada feita ao Cardeal Bergoglio.- ( Papa Francisco)


            Se consegue divulgar este pensamento, temos esperança de que as coisas mudem para melhor!

                        Começa a circular a transcrição de uma entrevista que fizeram com o então Cardeal Bergo­glio na Argentina. Na verdade foi uma emboscada executada pelo jornalista Chris Mathews da MSNBC. Mas Ber­golio termina incomodando a Mathews de tal forma que a MSNBC nunca levou a entrevista ao ar. Ma­thews, ao perceber que seu plano falhava, arquivou o vídeo.

                         Um estudante de Notre Dame que cumpria serviço social na MSNBC  pegou a entrevista sem permis­são e a entregou a seu professor.
                         O destaque da entrevista é seu debate a cerca da pobreza.
                         O intercâmbio começa quando o jornalista trata de emboscar o cardeal, perguntando-o que opi­nava sobre a pobreza no mundo.

                         O Cardeal responde:

                          “Primeiro na Europa e agora na América, alguns políticos têm se dedicado a endividar as pessoas criando um ambiente de dependência.
                         Para quê? Para aumentar o seu poder. São grandes especialistas em criar pobreza e nin­guém os questiona. Eu luto para combater essa pobreza.

                         A pobreza se converteu em uma condição natural e isso é ruim. Minha tarefa é evitar o agrava­mento de tal condição. As ideologias que fabricam pobreza devem ser denunciadas. A edu­cação é a grande solução para o problema. Devemos ensinar/mostrar às pessoas como salvar a sua alma, mas indicando como evitar a pobreza e não permitir que o governo conduza o povo a esse penoso estado.”

                         Mathews ofendido pergunta: O senhor culpa o governo?

                         “Culpo os políticos que buscam seus próprios interesses. Você e seus amigos são socialistas. Vocês e suas políticas são a causa de 70 anos de miséria, e essa situação já existe em muitos países que estão no limite do colapso. Acreditam na redistribuição que é uma das razões da pobreza. Vo­cês querem nacionali­zar o universo para controlar todas as atividades humanas. Vocês querem destruir o incentivo do homem para, inclusive, cuidar de sua família, um crime contra a natureza e contra Deus. Esta ideologia cria mais pobres que todas as corporações que vocês adjetivam como diabólicas.”

                         Replica Mathews: Nunca tinha escutado algo assim de um Cardeal.
                         “As pessoas dominadas pelos socialistas necessitam saber que não temos que ser pobres.”

                         Ataca Mathews... E América Latina? Quer apagar o progresso conquistado?

                         “O império de dependência criado por Hugo Cháves, com falsas promessas, mentindo para que se ajoelhem ante seu governo. Dando-lhes peixes sem permitir-lhes pescar. Se na América Latina alguém aprende a pescar, é castigado e seus peixes são confiscados pelos socialistas. A li­berdade é castigada.

                         Você fala de progresso e eu de pobreza. Temo pela América Latina. Toda a região está con­trolada por um bloco de regimes socialistas como Cuba, Argentina, Equador, Bolívia, Venezuela, Nicarágua. Quem os salvará dessa tirania?”

                         Acusa Mathews: Você é capitalista.

                         “Se pensar que o capital é necessário para construir fábricas, escolas, hospitais, igrejas tal­vez eu seja. Você se opõe a este processo?”

                         Por óbvio que não, mas não pensa que o capital é retirado das pessoas pelas corporações abusivas?

                         “Não, eu penso que as pessoas, através de suas opções econômicas, decidem que parte de seu capital irá para esses projetos. A utilização do capital deve ser voluntária. Somente quando os políticos confiscam esse capital para construir obras de governo, alimentar a burocracia, surge um grave problema. O capital investido de forma voluntária é legítimo, mas o que se investe a base de coerção, é ilegítimo.”

                         Suas ideias são radicais, afirma o jornalista.

                         “Não, faz anos Khrushchev fez uma advertência: “Não devemos esperar que os americanos abracem o comunismo, mas podemos auxiliar aos seus líderes eleitos com injeções de socialismo até que, ao desper­tar, percebam que embarcaram no comunismo.” Isto está ocorrendo nesse momento no antigo bastião da liberdade. Como os EUA podem salvar a América Latina se eles se converteram em escravos de seu go­verno?”

                         Mathews afirma: Eu não posso digerir tudo isso.

                         O Cardeal responde:

                         “Você se vê muito irritado, a verdade pode ser dolorosa. Vocês cria­ram o es­tado de bem-estar que é somente resposta às necessidades dos pobres criados pela polí­tica. O estado interventor absolve a sociedade de sua responsabilidade. As famílias escapam de seu dever com o falso estado assistencialista, inclusive as igrejas. As pessoas já não praticam a ca­ridade e veem os pobres como problema do governo.

                         Para a igreja já não há pobres que ajudar, os empobreceram permanentemente e são agora proprie­dade dos políticos. E algo que me irrita profundamente é a incapacidade dos meios de comunicação de observar o problema sem analisar qual é a causa. Empobrecem as pessoas para que depois votem por quem os afundaram na pobreza.”        

domingo, 25 de agosto de 2013

Dilma tem direito de passear de moto. Mas sem carteira de habilitação? E será verdade?

Dilma Aventureira

Guilherme Ávila (O Tempo)

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a presidente Dilma Rousseff revelou ao ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB) sua discreta aventura recente fora do Palácio do Planalto. Usando um capacete, ela teria driblado a segurança presidencial e saído de moto  pelas ruas de Brasília. “Senti melhor os ares da cidade. A vida é cheia de riscos. Tudo que se faz na vida importa riscos”, declarou Dilma, agradecendo a preocupação do ministro e do chefe da Segurança Presidencial, general Marcos Antônio Amaro.
A data da experiência não foi revelada, mas como a presidente não tem carteira de habilitação e também não sabe dirigir motocicletas, não se sabe se Dilma estava na garupa de alguém ou se ela mesmo arriscou pilotar. Fato é que a atitude da presidente gerou polêmica e acabou se transformando em um meme na internet. Admiradores dessa aventura nas ruas da capital brasileira criaram a página “Dilma Aventureira” no Facebook, relacionando montagens sobre essa escapada sigilosa.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGDirigir moto é direito de qualquer. O presidente João Figueiredo costumava fazer isso. Acontece que a Dilma Rousseff não tem carteira de habilitação. É um péssimo exemplo à nação. Ou então é outra história inventada por marqueteiro, para melhorar a popularidade, como aconteceu com a citação do Velho do Restelo, copiando Ulysses Guimarães. Aliás, quem copia Ulysses pode muito bem copiar Figueiredo. (C.N.) Pela foto, além da falta da habilitação, também sem o capacete (ou só queria aparecer).

sábado, 24 de agosto de 2013

Genoino recebe alta e contribuinte deve se preparar para conta de até R$ 1 milhão

Ucho Haddad
Após 27 dias internado, o deputado federal José Genoino (PT-SP) recebeu alta e deixou o Hospital Sírio-Libanês, o mais caro e disputado do País, onde se submeteu a uma cirurgia na aorta.
Condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470 (Mensalão do PT), Genoino foi internado às pressas após sentir-se mal em Ubatuba, cidade do litoral norte paulista. No hospital onde são tratados nove entre dez políticos, sempre financiados pelo suado dinheiro do contribuinte, o mensaleiro José Genoino conseguiu corrigir uma dissecção da aorta, processo em que a artéria abre-se em camadas e provoca hemorragia. Além do problema na aorta, o deputado petista sofreu uma isquemia cerebral leve, que de acordo com os médicos foi prontamente revertida.
Desse período de internação do mensaleiro petista os brasileiros serão contemplados com uma conta que deve variar entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão, que em breve será apresentada à Câmara dos Deputados. Sem contar o salário e as verbas parlamentares do período, cujo valor já foi depositado em conta.
Enquanto os chamados representantes do povo rumam na direção do melhor hospital do País ate mesmo para curar uma dor de cabeça mais forte, os seus representados morrem nas filas do SUS à espera de um atendimento médico. Sempre lembrando que os petistas batem no peito para afirmar que o governo do foragido Lula conseguiu diminuir as diferenças sociais no País.
(artigo enviado por Mário Assis)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

‘SUS é o melhor projeto de saúde do mundo, só falta ser implantado’, diz Sindicato dos Médicos


Akemi Nitahara
Agência Brasil
Passados 25 anos da criação do modelo de estruturação do Sistema Único de Saúde (SUS), feito a partir da Constituição Federal de 1988, o projeto não saiu do papel. A opinião é do presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ), Jorge Darze.
“No Rio de Janeiro o que está faltando é implantar o SUS. Na verdade o que nós temos é um arremedo de SUS, nós ainda temos no Rio de Janeiro as três esferas de governo fazendo a gestão de suas próprias unidades, cada uma olhando para o seu umbigo, esquecendo que o sistema é único”, disse o sindicalista.
A subsecretária de Unidades Próprias da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Ana Lucia Eiras das Neves, admite que ainda falta muito para o sistema funcionar perfeitamente, mas destaca que o atendimento melhorou muito nesses 25 anos. “Houve um avanço, a estruturação lógica de rede, de regulação, de organização de serviços, de oferta. No momento temos um cenário em que os serviços estão sendo oferecidos, os municípios estão investindo em atenção básica. As demandas ainda continuam muitas, mas já houve um avanço”.
Para ela, a principal melhoria foi a universalização do atendimento. “O sistema agora é único, ou seja, toda a população pode utilizar, o que é um avanço em relação ao modelo anterior e até em relação a muitos países mais desenvolvidos. Nós temos que continuar investindo, a parcela precisa aumentar, as demandas são crescentes, há um envelhecimento da população, há um avanço de tecnologia, com custos crescentes e a gente precisa melhorar na questão do financiamento”, admite a subsecretária.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Morte dos jornais tem data: no Brasil, em 2027

247 - Durante mais de 100 anos, a família Graham comandou um jornal que se transformou num símbolo de influência e poder nos Estados Unidos. O Washington Post, o jornal que derruba presidentes, era o ícone maior da imprensa americana. No entanto, há duas semanas, os Graham capitularam e venderam o Post por US$ 250 milhões para o bilionário Jeff Bezos, da Amazon.
Depois disso, o maior jornal americano, o New York Times passou a ser apontado como a "bola da vez". E seu publisher, Arthur Sulzberger Jr., embora tenha negado a intenção de repassar o controle, vendeu na semana passada um grande lote de ações pessoais. O motivo: a cada dia, as empresas de mídia impressa valem menos. Sulzberger sabe disso melhor do que ninguém porque vendeu o Boston Globe, que havia comprado por US$ 1,1 bilhão, por apenas US$ 70 milhões.
Os jornais impressos estão morrendo nos Estados Unidos – mais de 200 fecharam desde 2008 – e no mundo todo. Diante dessa transformação estrutural, um estudo da consultoria Future Exploration Network decidiu cravar a data para a morte das edições em papel em vários países do mundo.
Nos Estados Unidos, o funeral está próximo e ocorrerá já em 2017. Ou seja: dentro de quatro anos, não haverá mais edições em papel no país. O negócio se tornará antieconômico. No Brasil, dentro de 14 anos, não haverá mais Folha, Globo e Estadão. Ao menos, nas versões em papel, se o estudo estiver correto. O país que mais tarde se livrará dos jornais em papel será a Argentina, onde a morte está prevista para 2039 – a pesquisa foi feita levando em conta os hábitos de leitura de cada país e também a adesão às novas tecnologias, como os tablets e smartphones, que se convertem, cada vez mais, nas novas plataformas de leitura.
A morte dos jornais impressos não significa que marcas tradicionais irão desaparecer. O britânico The Guardian avalia encerrar suas edições em papel e circular apenas nos meios eletrônicos. O Financial Times, que tem 350 mil assinantes online, diz que irá priorizar sua plataforma com mais assinantes – e o meio online deve superar o papel já em 2013.
Depois da morte inevitável do papel, o debate será travado entre publicações pagas, como a Folha, que institui seu paywall, o muro de cobrança, e as gratuitas, como o 247. O argumento de quem contesta os mecanismos de pagamento é simples. Se não há mais o custo industrial, com a impressão, nem o de distribuição, por que o conteúdo deve ser cobrado?

domingo, 18 de agosto de 2013

Além desse ministro safado tem mais um o tal do Tofoli!!!!!!


Levandowski.JPG
O que está se vendo é uma luta aberta entre este Brasil safado, Brasil sem-vergonha, Brasil ordinário, Brasil canalha, Brasil pilantra, Brasil pelego, resumindo, o Brasil-Lula e o Brasil indignado formado pela maioria silenciosa que não consegue se articular para reagir, para transformar esta INDIGNAÇÃO em AÇÃO para botar para correr esta quadrilha que inviabiliza a construção daquele Brasil dos nossos sonhos. Cobriremo-nos de vergonha se estes juizes nos servirem a maior das pizzas da história deste pobre país. O que nos resta é a esperança de que ainda existam juizes em Brasilia.
Péricles
 

Dinheiro fácil

Hoje, pela manhã, recebi R$ 200,00 na praia de Iracema dos amigos praieiros referentes à aposta que ganhei fácil, fácil, ao colocar minhas fichas de que o Lewandowski iria absolver o PTralha João Cunha. Lógico que, com vistas a ganhar novamente dinheiro fácil, líquido e certo, já apostei que ele irá absolver o mafioso Dirceu e todos os PTralhas da máfia do capo di tutti capi lulalau. Há muito tempo já ficou claro para os seres racionais e lógicos deste país de tolos que este venal e cínico juiz faz parte da máfia lulo-PTralha.
ATÉ AQUI ESTOU REPASSANDO.
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AQUI JÁ É MINHA OPINIÃO.
    Estou notando uma mudança de comportamento em alguns petistas. Entre meus correspondentes, tenho alguns que são Petistas. Mas noto que eles também estão incomodados com o que está acontecendo no Brasil. Esta total falta de ética de Lula fazendo aliança com Maluf e agora o supremo com estes dois ministros não se incomodando com o clamor público (pedimos a Deus que sejam apenas estes dois) 
Não é possível, eles estão inocentando réus com provas e mais provas contra eles.
É UMA ESPERANÇA. Quem sabe estes petistas honestos e que são bem informados, conseguem mudar o PT!
Ja vi também no FaceBook postagens de petistas contra estes ministros.

QUEREM MESMO É UM POVO IGNORANTE E INCAPACITADO DE SE INFORMAR PARA MANTEREM OS "CURRAIS ELEITORAIS"
POVO INSTRUÍDO E BEM FORMADO POLITICAMENTE NÃO VOTA 
  
 
EM CORRUPTOS OU INCOMPETENTES...




quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Joaquim Barbosa critica tom “jocoso” de Toffoli

A primeira discussão da segunda etapa do julgamento da Ação Penal 470 foi protagonizada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e pelo ministro Antônio Dias Toffoli nesta quarta-feira 14. Enquanto o plenário discutia se os ministros que absolveram réus e, por esse motivo, não participaram da fase de definição da dosimetria, poderiam julgar seus recursos, Barbosa criticou o tom "jocoso" de Toffoli, que riu enquanto expunha seu posicionamento sobre o tema.
Barbosa classificou como "impróprio" aquele comportamento para qualquer tipo de julgamento "nessa corte". E pediu para que Toffoli desse seu voto "com seriedade". "Ora, Vossa Excelência presida essa sessão com seriedade", respondeu o ministro. "Não sou eu que estou a dar risada", rebateu o relator, que insinuou ainda saber o voto do colega: "Eu sei onde quer chegar". E recebeu como resposta: "Vossa excelência não sabe. Só se tiver capacidade premonitória". Por fim, em seu voto, Toffoli seguiu Barbosa.
Os ministros do Supremo retomaram o 'mensalão' às 14h25, com a análise dos primeiros 26 recursos apresentados pelos réus contra a decisão final do caso. O relator Joaquim Barbosa decidiu julgar de forma unificada os recursos semelhantes. Ele os dividiu em cinco tipos: redistribuição dos autos de forma que os réus sem foro privilegiado sejam julgados em primeira instância; cancelamento de votos e notas taquigráficas; incompetência do Supremo para julgar os réus; metodologia do julgamento; e nulidade dos votos de Carlos Ayres Britto, ex-presidente do tribunal.
Barbosa rejeitou os cinco tipos de pedidos, e seu voto foi seguido na íntegra pelos ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello, Apenas Marco Aurélio Mello discordou em dois pontos: ele foi favorável à argumentação de que a exclusão de falas no acórdão prejudicou a defesa e também defendeu o ponto em que os réus sem foro privilegiados deveriam ser julgados em primeira instância, e não pelo STF.
Além dos 25 réus condenados, também apresentou recurso a defesa do empresário Carlos Alberto Quaglia, acusado de auxiliar na lavagem de dinheiro do esquema para o PP. Ele não chegou a ser julgado pelo STF, pois seu caso foi desmembrado para a primeira instância. Ainda assim, o STF foi acionado para cancelar a acusação de quadrilha contra ele, uma vez que as outras pessoas do seu núcleo, acusadas do mesmo crime, foram absolvidas.
O embargo declaratório de Quaglia foi aceito por unanimidade pelo tribunal. Joaquim Barbosa havia a princípio rejeitado o recurso, mas depois do posicionamento de Luís Roberto Barroso, primeiro a defender que se o núcleo do réu havia sido absolvido desse crime, ele também não deveria responder, o relator mudou seu voto.
Os embargos declaratórios
Esses recursos servem para questionar pontos omissos ou contraditórios do julgamento e raramente conseguem mudar uma condenação. 
Mesmo com finalidade restrita a ajustes pontuais, alguns réus usaram os embargos declaratórios para pedir a absolvição no julgamento, como o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP). Os condenados também pedem a redução da pena, substituição de Barbosa na relatoria do processo e anulação do acórdão, documento que resume o julgamento, que consideram incompleto.
O julgamento não tem hoje a presença do ministro Teori Zavascki, cuja mulher morreu nesta semana, vítima de câncer. O imprevisto motivou mudança de última hora na pauta da Corte, que começaria analisando se é possível novo julgamento quando há pelo menos quatro votos pela absolvição. Considerada polêmica, a discussão sobre os embargos infringentes ficou para depois.
Com Agência Brasil

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O dilema de Marina: com voto, mas sem partido

A ex-senadora Marina Silva, que deixou para trás o candidato do PSDB, Aécio Neves, nas pesquisas sobre a disputa presidencial de 2014, corre o risco de ficar sem partido. Ela enfrenta dificuldade para criar sua Rede Sustentabilidade. Para ser candidata pelo seu novo partido, terá que registrar a legenda no Tribunal Superior Eleitoral até 5 de outubro. No entanto, o prazo considerado seguro para que o processo de criação do partido seja concluído é até o final de agosto.
Apesar de a Rede já ter coletado cerca de 850 mil assinaturas e apresentado cerca de 550 mil aos cartórios eleitorais — mais do que as 491.656 necessárias —, apenas cerca de 200 mil foram certificadas.
“Até o final da semana, chegaremos a 600 mil assinaturas entregues aos cartórios. Nós estamos cumprindo os prazos. Coletamos as assinaturas dentro dos prazos, encaminhamos para os cartórios dentro dos prazos, mas, infelizmente, uma parte dos cartórios não consegue atender o prazo de 15 dias para dizer se aquela ficha está certificada ou não. Alguns deles estão extrapolando em muito estes prazos”, lamentou Marina Silva em Brasília, no encontro da direção da futura legenda.
Marina pediu uma audiência com a corregedora-geral da Justiça Eleitoral, Laurita Vaz, para buscar uma solução para o atraso, que pode se dar por causa dos problemas nos cartórios.
Os resultados da mais recente pesquisa do Datafolha, publicados ontem, mostram que o senador mineiro perdeu quatro pontos no cenário mais provável. Marina Silva foi a única candidata no campo da oposição que avançou, indo de 23% para 26%, atrás apenas da presidente Dilma Rousseff, que tem 35%. Marina cresceu três pontos percentuais desde a última pesquisa.
O cenário aumenta pressões sobre Aécio dentro do partido. Na hipótese em que foram testados juntos, José Serra e Aécio, somados, praticamente empatam com Marina. Separados, Serra tem desempenho pouco melhor que o de Aécio, mas o mineiro, quando testado sem o rival interno, não consegue atrair todos os seus votos.

domingo, 4 de agosto de 2013

Só muda quem quer

Carla Kreefft (O Tempo)


Um efeito imediato as manifestações de ruas já conseguiram certamente. Há um entendimento geral de que é preciso fazer mudanças nas máquinas públicas, seja em âmbitos municipais, estaduais ou federal. Aquela velha ideia de que o poder público é um guarda-chuva aberto e capaz de abrigar todos os afilhados dos poderosos começa a ser desfeita do ponto de vista dos que têm a caneta.
Os governos de São Paulo e Minas Gerais, ambos comandados pelo PSDB, já tomaram suas iniciativas no sentido de efetuar cortes de despesas e reduzir pessoal. Os críticos vão dizer que há nessas medidas um forte viés eleitoral. Mas que assim seja, o importante é que o dinheiro público seja tratado com mais seriedade. Independentemente dos motivos que estejam levando à mudança de mentalidade, a nova rota é a desejada e a reclamada nas ruas de todo o país.
O governo federal está demorando mais para reconhecer aquilo que é inevitável. A presidente Dilma Rousseff, ao afirmar que não pretende fazer cortes de pessoal e custeio, está evitando confirmar o discurso oposicionista de que a máquina federal é muito gorda. Estratégia que não parece acertada. Depois do que ocorreu em todo o país – protestos sequenciais e sempre com um grande número de adeptos –, fica evidente que é mais importante acertar o passo com a sociedade do que medir força com o adversário político. Seria melhor corrigir os rumos neste momento – a mais de um ano da eleição – do que admitir o equívoco durante a campanha eleitoral.

INTENÇÕES CONTAM POUCO

Na política, as intenções contam pouco ou quase nada. As ações são as donas do simbolismo. Os políticos do século passado costumavam dizer que “quem é bonzinho não tem voto”. Atualmente, a máxima é bem outra: “Quem não escuta não ganha eleição”. O protesto já aconteceu, a reclamação foi colocada na mesa, muda de trajetória quem quiser. Mas, certamente, nenhum movimento, seja de inércia ou de aceleração, ficará impune.
Em outubro de 2014, deputados, senadores, governadores e a presidente Dilma Rousseff serão testados. Será a oportunidade de avaliar de fato quem está escutando melhor. O PSDB tem se mostrado rápido e sintonizado com as manifestações, o que, ainda assim, não está impedindo um certo desgaste para Geraldo Alckmin, em São Paulo. Já o PMDB está meio perdido, sem saber se continua o casamento com o PT ou se começa um divórcio para se mostrar mais disponível em 2014. Enquanto isso, Sérgio Cabral vive seu inferno astral no Rio de Janeiro.
O PT da presidente Dilma Rousseff é o partido que demonstra estar mais perdido. Em alguns momentos se aproxima da sociedade e, em outros, prefere reafirmar suas posições, ainda que correndo o risco de ficar navegando contra a maré.