quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Calçada da Fama - Obrigado, presidente Dilma!

 
Da leitora de O Globo, Maria Cristina Duarte de Faria
"Agradeço à presidente Dilma por vetar o aumento aos aposentados, pois eles não precisam de aumento, não pagam luz, gás, aluguel, remédios, etc., como todas as outras categorias.
Tudo lhes é dado gratuitamente, ao contrário de parlamentares, juízes, ministros, etc., que têm de trabalhar duro para conseguir o pouco que têm.
Aposentado só trabalhou por 30, 35 anos, descontando durante esses anos todos para uma Previdência que hoje o acha culpado de todos os males.
Aposentado vive de teimoso, pois já não se precisa mais dele, agora que não trabalha mais; é um vagabundo e só serve para o Imposto de Renda.
Além disso, a única greve que os aposentados podem fazer é a de não mais morrerem e entupirem um pouco mais os hospitais públicos, com suas doenças.
Cordiais saudações, presidente Dilma. Nós, os aposentados, agradecemos seu carinho e respeito.'

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Movimento Limpa Brasil

Movimento Limpa Brasil

Movimento Limpa Brasil Foto: AGÊNCIA BRASIL

Evento reúne milhares de pessoas na capital federal, mas a "faxina" não é na corrupção política - mobilização é parte de iniciativa mundial para conscientização sobre o destino do lixo urbano

21 de Agosto de 2011 às 15:45
Brasília - Cerca de 8 mil pessoas se inscreveram para participar hoje (21) da mobilização Limpa Brasil, em Brasília. O evento, que começou na Estônia e foi trazido para o Brasil pela empresa Atitude Brasil, em parceria com a Organização das Nações Unidas para Educação e Cultura (Unesco), já passou pelo Rio de Janeiro e seguirá ainda para Goiânia, Campinas, São Paulo e Belo Horizonte.
Com o objetivo de mobilizar a população para a limpeza da cidade e a conscientização sobre o destino do lixo urbano, os organizadores distribuíram kits para os voluntários em 30 pontos de coleta de lixo espalhados por todo o Distrito Federal.
Segundo Vani Canal, uma das organizadoras nacionais do evento, apesar do número de inscritos, a expectativa é que Brasília supere em número de voluntários e em quantidade de lixo recolhido os números do Rio de Janeiro, primeira cidade a promover o mutirão de limpeza. Lá, participaram 10 mil catadores e foram coletadas 17 toneladas de lixo reciclável. “Aqui {em Brasília], a adesão da mídia e da sociedade foi muito mais forte. Nós esperamos pelo menos 20 mil catadores”, disse Vani.
Durante a semana, foram ministradas palestras em escolas públicas da capital do país. O evento ocorre de dois em dois anos, ao longo de uma década. “Uma criança que hoje tem 5 anos, quando acabar a mobilização terá 15 e será um cidadão formado com essa noção”, explicou Vani. Dezenas de funcionários do Banco do Brasil também compareceram voluntariamente a um dos pontos de coleta, no Parque da Cidade (no Plano Piloto), para colaborar com a campanha. “Esse chamamento foi feito de maneira instantânea, pelos canais de comunicação interna do banco, e o atendimento foi pleno”, comemorou o vice-presidente de Responsabilidade Socioambiental do banco, Robson Rocha.
O governador do Distrito Federal, Agnelo Quiroz, compareceu à abertura do evento. Segundo ele, é importante que toda a sociedade participe da discussão sobre o tratamento dos resíduos sólidos. “Isso não é uma luta apenas de um setor, de um governo. É uma luta de toda a sociedade pela qualidade de vida”, disse Agnelo, que aproveitou para lançar um selo comemorativo dos Correios em homenagem à mobilização Limpa Brasil. O casal Mônica e Ermínio Sousa levaram os filhos Rodrigo e Letícia ao Parque da Cidade para participar da mobilização. “Um amigo deu essa dica e a gente veio”, disse Ermínio. Segundo ele, a família quis aproveitar a oportunidade para educar as crianças. “É de um simbolismo enorme, essa atitude”.
Os adolescentes Ricardo Rocha, Maria Eduarda Oliveira, Ana Carolina Câmara, Mariana Oliveira e Alexia Bastos, todos na faixa dos 12 anos de idade, também decidiram colaborar. “Amanhã tem prova, a gente podia ter ficado em casa estudando, mas preferiu vir”, disse Mariana. “A gente veio para ficar com os amigos e limpar a cidade”, completou Ana Carolina. No fim do dia, por volta das 17h, um show musical com artistas locais marcará o fim do mutirão, na Esplanada dos Ministérios. Cada catador poderá trocar o saco de 100 litros de lixo, coletados ao longo do dia, por três sacos menores de 15 litros. Cada saco pequeno vale como ingresso para o show e deve ser usado para coletar o lixo do próprio público.
Segundo os organizadores, quem não se inscreveu no evento também pode participar. Basta comparecer a um dos pontos de entrega para pegar um par de luvas e um saco de lixo. “Ele também pode sair de casa com o seu próprio saco de lixo. A ideia é não precisar de uma logística para ajudar. É só sair de sua casa e vir coletando [o lixo] até chegar aqui, para entregar”, esclareceu Vani Canal.

domingo, 21 de agosto de 2011

O veto de Dilma e o recuo das aposentadorias acima do mínimo

Pedro do Coutto
A carta de Eduardo de Souza Amaral, abertura do Painel do Leitor, Folha de São Paulo de 17, marcada pela ironia fina que envolve as peças ao mesmo tempo de humor e drama, reflete o sentimento dos 6 milhões e 500 mil aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do salário mínimo, diante do veto da presidente Dilma Roussef ao parágrafo 3º do artigo 38 da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2012. Trata-se exatamente do dispositivo que assegura a essa faixa de segurados um aumento real acima da taxa inflacionária que o IBGE encontrar para este ano.
As razões do veto, publicadas no Diário Oficial de 15 de Agosto, não são bem claras, como deveriam ser as matérias de lei, tampouco definitivas. Mas, sem dúvida, sinalizam uma intenção. A de não equiparar o aumento dos 19 milhões e 500 mil aposentados que percebem o mínimo àqueles que se situam degraus acima do piso.
Pela lei do salário mínimo em vigor, inclusive sancionada agora, em 2011, pela própria Dilma Roussef, ele será elevado a partir de janeiro vindouro com base em dois índices somados. O Produto Interno Bruto de 2010, que cresceu 7,5 pontos, com a taxa inflacionária de 2011. Esta, no momento, está em 6,5%. Assim, se permanecer onde se encontra o acréscimo do futuro salário mínimo será de 14% sobre 545 reais. Passará para 626,7 reais por mês.
Mas eu disse, sem me afastar do tema da carta de Eduardo de Souza Amaral, que os argumentos da presidente da República não são definitivos. Eu os li no Diário Oficial. Sustentou que não seria possível incluir-se o tema na previsão orçamentária, pois, no momento, não se sabe de quanto vai ser o acréscimo. Razoável a tese, sem dúvida. Porém indicativa que Dilma não pretende aplicar para os que ganham acima do piso a percentagem, hoje de 14%, destinada aos que recebem o mínimo legal. Pois se fosse esta a sua intenção, não vetaria o parágrafo 3º.
Mas na verdade não se pode hoje, dizer o que ela vai praticar amanhã. Há a possibilidade dela acabar concordando com aumento nominal, nunca menor que 6,5, pois neste caso não seria aumento, e sim diminuição, mas talvez com 8 ou 9%. De qualquer forma, Souza Amaral tem razão. Esse negócio de elevar o mínimo acima dos demais salários, aposentadorias e pensões, é uma forma injusta e desigual. A médio prazo, conduz à implantação do marxismo às avessas: dentro de, digamos, duas décadas, todos os vencimentos estarão igualados. Um desastre social.
Desastre completo, porque os que se aposentaram com valores acima do mínimo, ao longo de suas vidas, contribuíram mais do que aqueles. E, no final da ópera, contribuíram mais e receberam menos proporcionalmente ao que pagaram? Um absurdo. Além do absurdo e do caráter injusto da medida, uma cristalina contradição do próprio PT. Em 1992, governo Fernando Collor, o presidente resolveu aumentar em 147% o salário mínimo e em apenas 35% os segurados que ganhavam acima.
Reação contrária intensa, ações junto ao Supremo Tribunal Federal por parte do PT e do PDT. Os dois partidos sustentaram, com razão, que o reajuste do INSS teria que ser igual para todos os segurados. E o STF decidiu assim por 9 votos a 2. O tempo correu e o PT e o PDT esqueceram o exemplo do passado. E o espírito democrático de igualdade?
Faz parecer – como escreveu Davi Nasser em1961, na renúncia de Jânio – que democracia é o que se deseja quando se está na oposição e o que não se deseja quando se está no poder. Mas não pode ser isso. Tal atitude é uma forte contradição em si mesma. Seria considerar o regime como apenas algo de fachada. De forma. Não de conteúdo. Isso corresponde a se colocar o adjetivo, a forma, predominando sobre o substantivo, a essência do conteúdo. Infelizmente, foi esse o posicionamento da presidente da República. Mas ela tem tempo de pensar melhor e de mudar de opinião. Afinal, só não muda de opinião quem não tem ideia.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Inconstitucionakidade dos Pedágios

"A Inconstitucionalidade dos Pedágios", desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva choca, impressiona e orienta os interessados.

A jovem de 22 anos apresentou o "Direito fundamental de ir e vir" nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.
Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos "Direitos e Garantias Fundamentais", o artigo 5 diz o seguinte:

"Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade " E no inciso XV do artigo: "é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens".

A jovem acrescenta que "o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição".

Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realizam contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas.

"No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também", enfatiza.

A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. "Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre.

Não tem perigo algum e não arranha o carro", conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras.

Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados. Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. "Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado.

Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra", acrescenta.

Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. "Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional", conclui. A estudante apresenta o trabalho de conclusão de curso e formou-se em agosto de 2008.

Ela não sabe
que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios.

FONTE: JORNAL AGORA

Comentário: E agora, como fica a situação. Quem vai apoiar a advogada?... Ministério Público?... Movimento popular?...
Ela sozinha não vai conseguir convencer o poder constituido.
Vamos ao menos espalhar essa notícia, isso nós podemos fazer para ajudar.
 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Incrível: a Justiça não sabe por que o anúncio na primeira página dos jornais é mais caro?

Carlos Newton
Ora, qualquer estudante de jornalismo ou de publicidade sabe que a primeira página é  o retrato da edição de um jornal, razão pela qual deve ser bem diagramada, informativa e atraente.
Por ser também o espelho da edição é que os jornais só aceitam para publicação na primeira página anúncios de tamanho limitado (no máximo, um quarto de página). Cobram preços proibitivos, justamente para desestimular a veiculação de propaganda comercial nesse espaço nobre.
Diariamente, podem ser vistos anúncios nas primeiras páginas de conceituados jornais nacionais, como “O Estado de S. Paulo”, “O Globo” e “Folha de S. Paulo”,  e internacionais como “Le Figaro”, “International Herald Tribune”, “Le Monde”, “Corriere Della Sera”, “The Daily Telegraph” e outros.
Pois bem, entre 1968 e 1978, o jornal Tribuna da Imprensa, diariamente censurado pela ditadura, teve centenas de primeiras páginas de suas 3.050 edições violadas e adulteradas pela retirada de manchetes e de notícias consideradas impróprias pelos agentes  do regime militar, destacados para fiscalizar o jornal.
Com esse ilegal e violento procedimento, a Tribuna da Imprensa era obrigada a circular com grandes espaços em branco, o que acarretava o seu encalhe em todas as bancas. Afinal, quem iria comprar um exemplar desse jornal ou anunciar numa publicação canibalizada, com espaços em branco, decorrentes da implacável censura que sofria diariamente?
Em verdade, é  indescritível o prejuízo que essa perseguição acarretou à  empresa jornalística de Helio Fernandes. Seus editores, constrangidos por censores federais, nunca sabiam quais as matérias e manchetes de primeira página que seriam excluídas da edição e gerariam um “espaço em branco” no produto, tornando-o desinteressante e invendável.
Por isso mesmo, não seria nada exagerado que, no cálculo da indenização, pelo prejuízo arrasador que esses espaços em branco acarretavam à empresa jornalística, fosse adotado como parâmetro o mesmo preço de centímetro cobrado pela inserção de anúncios na primeira página, visto que a censura nessa página nobre punha a perder toda a edição pela inexistência de comprador, assim como afastava os anunciantes de modo geral.
Assim procedendo, com essa criminosa censura, a ditadura, exercida por aqueles que usurparam o governo da União Federal, buscou silenciar e aniquilar economicamente o jornal Tribuna da Imprensa, sem dúvida, o que mais resistiu e que mais lutou pela volta do país ao estado democrático de direito e à plena liberdade de manifestação.
Nesse quadro, com tranquilidade e isenção, cabe ao Poder Judiciário fazer justiça plena e corajosa, descartando a tese de que, por exemplo, o espaço em branco  na primeira página não seria indenizável, vez que a primeira página não se presta a veicular anúncio, mas somente a apresentar o resumo das principais matérias publicadas internamente. O que fazer, então,quando os espaços em branco foram motivados pela implacável CENSURA e impediram a publicação desse resumo logo na primeira página, comprometendo a edição inteira?
Eis a questão que a Justiça agora tem de resolver, no caso da indenização da Tribuna da Imprensa, que já se arrasta há 32 anos.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ex-prefeita de Magé Núbia Cozzolino pode retornar para a rede estadual de ensino

 Se não pode mais ser chamada de prefeita, após ser cassada do cargo em Magé, Núbia Cozzolino poderá voltar a ser conhecida como a inspetora Núbia em escolas da rede estadual de ensino. Ela integra os quadros da Secretaria estadual de Educação, mas estava cedida para o município de Magé desde 1999. O órgão vai consultar o prefeito eleito da cidade, Nestor Vidal , para saber se ele quer continuar contando com a servidora. Caso a resposta de Nestor seja negativa, Núbia voltará a exercer a sua função original. Procurado pelo GLOBO, Vidal deu seu veredito:
- Não quero continuar com ela. Aliás, se existir um repelente contra a Núbia, eu quero.
Não quero continuar com ela. Aliás, se existir um repelente contra a Núbia, eu quero
Nos próximos dias, a Secretaria de Educação deve enviar ofício para a prefeitura de Magé, a fim de confirmar o retorno da ex-prefeita à função de inspetora escolar. Esse profissional é encarregado de vistoriar os colégios para saber, por exemplo, se a merenda está sendo servida e se a manutenção está em dia. Desde janeiro, todos os servidores do órgão cedidos têm de ser pagos por aqueles que estão utilizando os seus serviços. Núbia foi procurada por telefone e uma assessora que atendeu disse que ela só falaria "se a entrevista passasse ao vivo".
Na última quarta-feira, Núbia e um servidor municipal prestaram esclarecimentos na 65ª DP (Magé) sobre o que faziam na sede da prefeitura, onde foram flagrados por um oficial de Justiça. Na terça-feira, após receber denúncias de que Núbia estaria indo à sede da prefeitura, durante à noite, para apagar dos computadores dados sobre contratações fantasmas feitas durante seu mandato, o Ministério Público entrou com pedido na Justiça e conseguiu uma ordem judicial para apreender os equipamentos. Porém, quando o oficial de Justiça chegou à prefeitura para cumprir o mandado encontrou a ex-prefeita no local. Para evitar qualquer tentativa de evitar possível responsabilização cível e criminal por parte de Núbia, a Justiça ordenou o afastamento da ex-prefeita de suas funções como servidora do Estado e a proibição da entrada dela na prefeitura .

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Valor da correção no dia 25

Aposentado com direito a reajuste de até 39,35% saberá quanto vai receber pela Internet

POR MAX LEONE
Rio - Os 117.135 aposentados e pensionistas do INSS com direito à correção de até 39,35% pelo teto vão saber quanto receberão cinco dias úteis antes do fim deste mês. A partir de 25 de agosto, os segurados poderão verificar na Internet os valores que serão depositados de 1º a 8 de setembro, para quem ganha acima do mínimo (R$ 545). Além do reajuste, o INSS pagará 50% do 13º.
No portal, o aposentado deve informar seus dados para acessar o contracheque. É preciso ter em mãos números completos do benefício e do CPF, data de nascimento e nome do segurado. Pelo calendário de pagamento, os primeiros a receber a correção do teto serão os aposentados e pensionistas com benefícios de finais 1 e 6, desconsiderando o dígito final. O crédito para esse grupo será feito no dia 1º de setembro.
‘LIMITADO AO TETO’

Em seguida, dia 2 de setembro, o crédito será feito para quem tem benefício terminado em 2 e 7. No dia 5, o pagamento sai para segurados com benefícios terminados em 3 e 8. No dia 6, para finais 4 e 9 e, no dia 8, serão contemplados os finais 5 e 0.
A Previdência reconhece o direito à correção a quem se aposentou entre 5 de abril de 1991 e 31 de dezembro de 2003 e teve o benefício limitado ao teto da época, devido a emendas constitucionais. Aposentado desde 1998, Carlos Loureiro, 65 anos, tem a inscrição ‘Limitado ao Teto’ na carta de concessão, mas ainda não confirmou, no site ou pela Central 135, se está na lista. “Vou esperar o meu pagamento para ver se a correção vai sair”, disse.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Quem puder divulgar, por favor o faça! Precisamos abrir os olhos da sociedade para esse problema que ultrapassa os muros da escola!!!!


EM QUAL DESTES PROFESSORES VCS SE ENCAIXAM???

RESPOSTA A REVISTA VEJA

PARABÉNS A ESSA DISPOSTA E CORAJOSA PROFESSORA, Q PERDEU PARTE DO SEU TEMPO PARA RESPONDER A UMA REPORTAGEM TÃO CULPOSA [A CULPA É SEMPRE DOS PROFESSORES...AFFF...]
Abaixo envio uma cópia da carta escrita por uma professora, que trabalha  no Colégio Estadual Mesquita, à revista Veja. Esta carta é uma resposta a uma reportagem em que a jornalista defende a ideia de que as aulas sejam cronometradas a fim de medir o tempo que o professor fica em sala de aula e o tempo em que "efetivamente está dando aula". Peço, por favor, que a repassem. Vale a pena ler.

RESPOSTA À REVISTA VEJA
Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador.


Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que  pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.
Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”,  elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correçõesnos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados.. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Não temos, ou seja não existe.    Há de se pensar, então, que  são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que  esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante É QUE HÁ DISCIPLINA. E é isso que precisamos e não de cronômetros.  Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se..
Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade!  E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos  e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora  não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.