terça-feira, 13 de setembro de 2011

Difícil Dilma subir em palanques

Carlos Chagas                                                        
A pouco menos de um ano das eleições municipais, articulam-se os partidos para as disputas mais importantes, no caso, as prefeituras das capitais dos estados. Já existem candidatos em quase todas e mais irão aparecer, daqui até o prazo para os registros.                                                        
A  pergunta que se faz refere-se aos grandes  eleitores, não apenas no âmbito dos estados, como os governadores, mas no plano nacional. Por exemplo: o Lula será fatalmente o maior de todos. Já começou a movimentar-se, lançando o  ministro Fernando Haddad para São Paulo.                                                          
E ela, com o poder da presidência da República e a caneta do Diário Oficial, vai subir em palanques, como  o antecessor anuncia? Trata-se, no mínimo, de uma dúvida. No máximo, de uma impressão de que ficará de longe. Parece difícil que Dilma Rousseff se disponha a subir em palanques, como  o Lula subiu e mais subirá.                                                        
A presidente terá suas simpatias e preferências, mas será um risco  imaginá-la percorrendo o país  pedindo  votos para os candidatos de seu partido, o PT. Seria hostilizar as demais legendas  da base oficial, que por certo apresentarão seus indicados. Nem ao menos poderá revelar em quem votará, porque não votará em ninguém. Seu título eleitoral é de Brasília, onde não se realizarão eleições para prefeito, função que não existe. Aqui, vota-se apenas para governador, ou seja,  só em 2014.                                                        
A crônica recente mostra ampla variadede de comportamento por parte dos ex-presidentes. Os militares, como Médici, Geisel e Figueiredo, até exageraram, ainda que no tempo deles os prefeitos de capital fossem nomeados. Mas exigiam do eleitorado que sufragasse  vereadores e prefeitos das principais cidades apresentados pela Arena e, depois, pelo PSD.                                                        
José Sarney atuou dentro de suas características,  usando mais o poder do que a palavra. Fernando Collor tentou ficar alheio aos partidos e por isso acabou perdendo a presidência. Itamar Franco  não teve tempo e Fernando Henrique conseguiu superar a presunção comparecendo a muitas capitais e manifestando suas preferências. Já o Lula frequentou todos os palanques possíveis.                                                       
Mesmo sem bola de cristal, a impressão é de que Dilma  não será vista pedindo votos para este ou aquele candidato. A confirmar,  porém.   

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