quinta-feira, 21 de julho de 2011

Dicas e receita de um bolo delicioso de Graça Abreu

RADIOTERAPIA COM SOJA.


Para matar células do câncer de pulmão há um componente na soja que aumenta os efeitos da radiação.  Pode ser um complemento ao tratamento  reforçando os efeitos da radioterapia protegendo efeitos colaterais.
Isoflavonas:

Os componentes naturais e não-tóxicos das isoflavonas, ampliando o efeito da radiação contra as células do tumor e ao mesmo tempo protege as células. Isoflavonas naturais  da soja podem aumentar a sensibilidade das células cancerosas inibino os mecanismo de sobrevivência que as células cancerosas ativam para se proteger, elas atuam como antioxidante protegendo os tecidos normais.





BOLO AMOR DE MÃE
 
Ingredientes:
Para o bolo:
400 g de farinha para bolos
200 g de açúcar
100 g de margarina amolecida
3 0v0s
1 dl de leite(usei calda do ananás, tal como a Belinha)
1 colher de chá de fermento em pó.

Recheio:
1 lata de ananás em calda (não sabia se era grande ou pequena e só tinha grande, foi o que usei)
400 g de açúcar (usei brown sugar, fica muito doce, para a próxima vou cortar)
100 g de coco ralado
4 ovos

Preparação:
Recheio:
Corte o ananás em pedacinhos e coloque num tacho com o açúcar, os ovos, e o coco
Leve ao fogo até fazer um creme, cerca de 15 minutos (o meu demorou menos porque tinha o fogo médio-alto e usei coco. Não parei de mexer para evitar que pegasse)
Retire do fogo, reserve e deixe esfriar um pouco.
 
Unte uma forma com margarina e polvilhe com farinha.
Pré aqueça o forno a 180ºC.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mais uma receita já testada por Graça Abreu


BOLO DE COCO COM ABACAXI
 
 
Ingredientes:
3 ovos
1 chávena de chá de açúcar
1 1/2 chávena de chá de farinha
1 chávena de chá de coco ralado
4 rodelas de ananás
1 iogurte natural
1/2 chávena de chá de manteiga à temperatura ambiente
1/2 c. de chá de bicarbonato de sódio
1/2 c. de chá de sal
coco ralado q.b.

Preparação:
Unte uma forma de bolo inglês com manteiga e polvilhe com bastante coco ralado. Reserve.
Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme e junte a este os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. Junte alternadamente o iogurte com a farinha misturada com o bicarbonato e com o sal. Mexa bem.
Corte as rodelas de ananás em pedaços pequenos e junte-os à massa assim como o coco ralado. Coloque o preparado na forma e leve a cozer em forno moderado durante cerca de 40 minutos ou até cozer e ficar ligeiramente dourado.

 

terça-feira, 19 de julho de 2011

Curiosidades que vão acontecer no Universo e uma receita especial de salada de cebola


"Não quero ter a terrível limitação  de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada."
 
 
 
 
MARTE DO TAMANHO DA LUA, A OLHO NÚ!!!!!
 
Quero compartilhar com vocês o objeto de um e-mail que recebi ontem e fiquei deslumbrada.
É um assunto histórico!
Vamos viver uma situação inusitada! Uma coisa de que não se tem notícia na história da humanidade e que só se repetirá daqui a centenas de décadas.
Trata-se da possibilidade de vermos o planeta Marte à olho nú e... pasme! Do tamanho da lua!!!!!!
Esse fenômeno se dá por causa da força da gravidade que Júpiter está exercendo sobre Marte. Fazendo com que ele se aproxime mais e mais do nosso planeta.
Enfim... já está acontecendo desde junho, e a cada dia que passa Marte se aproxima mais da Terra.
O ponto máximo, quando poderemos ver esse planeta dourado do tamanho da Lua, se dará no final de agosto, lá pelo dia 27.
Não é demais??????
 
 
 
SALADA QUENTE COM CEBOLA
 
 
 
 
  • 4 cebolas cortadas em meia-lua
  • 1kg de costela bovina cortada
  • 1 cubo de caldo de costela
  • 1/2 xícara (chá) de cachaça
  • 1/2 xícara (chá) de água
  • 2 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco
  • Sal, orégano e pimenta calabresa a gosto
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 1/2 xícara (chá) de cebolinha picada.
Modo de Fazer:
Em uma tigela, coloque as cebolas, cubra com água gelada e deixe descansar por 30 minutos na geladeira, trocando a água na metade do tempo. Escorra e reserve. Em uma panela de pressão, coloque a costela com o caldo de costela, a cachaça, á água e cozinhe em fogo médio por 30 minutos, após iniciada a pressão. Desligue o fogo, deixe a pressão sair naturalmente, escorra e desfie a costela com a ajuda de dois garfos.
Coloque em uma travessa com as cebolas escorridas e tempere com o vinagre, sal, orégano, pimenta, o azeite e a cebolinha. Sirva acompanhada de arroz branco, se desejar.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Com vocês mais Graça Abreu, vocês vão aprender a amá-la.


"EU NÃO PROCURO SABER AS RESPOSTAS, PROCURO COMPREENDER AS PERGUNTAS"  (Confúcio)
 
 
 
 
 
ALECRIM
 
Ela ativa a memória e protege o coração. originária da região mediterrânea é cultivada em quase todos os paises de clima temperado. Usado na forma de chá e condimento, ela chegou ao Brasil por volta do século XVI e se deu muito bem.
Possui ação expectorante, diurética, desintoxicante, anti-inflamatória. Seus efeitos positivos estão relacionados a males cardiovasculares, hipertensão, arterial, diabetes e câncer. Tudo por conta de uma substtância chamada Tanino que elimina os radicais livres causadores do envelhecimento precoce das células .
Já as saponinas são fitoquimicos que e no sangue e inibem a produção de células câncerígenas. Os antigos queimavam o alecrim em escolas e universidades procurando trazer inspiração aos estudantes. Quando inalados, os óleos essenciais de alecrim aliviam dores garganta e congestão pulmonar
Dicas:
Um ramo fresco pode ser colocado entre as roupas para afastar as traças. a erva é recomendada para afastar olho gordo, inveja, mágoa e tristeza. Atrai o amor, a fidelidade e a alegria de viver. Por isso tenha sempre em casa um vaso com flores e alecrim, ele emanará energia para a casa toda.
Um ramo da erva colocado dentro do travesseiro irá garantir um sono tranquilo, sem sobressaltos.
Contraindicação:
Se utilizado por longo período ou em doses excessivas, pode causar irritação renal e Gastro intestinal. Não é recomendado para gestantes e pessoas com diarréia.



BOLO DE BOLACHA EM BASE DE PÃO DE LÓ





Ingredientes:

Para a base
2 ovos;

50 g açúcar

50 g farinha

Para o recheio
6 fls de gelatina

1 latal de creme leite

1 lata de leite condensado

1 pacote de bolacha maria

Café sem açúcar, morno
 
 
Por hoje só me resta deixar um beijo bem apertado!
 
Graça Abreu
 Preparação:

Prepare a base: Bata os ovos com o açúcar até obter uma massa fofa e esbranquiçada. Junte a farinha e bata novamente. Deite numa forma de fundo amovível, untada com manteiga e polvilhada com farinha. Leve a cozer, retire, desenforme e deixe arrefecer. Volte a colocar na forma.
Prepare o recheio: Demolhe as folhas de gelatina em água fria.Bata o creme de leite e junte-lhes o leite condensado. Dissolva a gelatina numa colher (sopa) de água bem quente e incorpore no preparado anterior. Sobre a base do bolo, disponha camadas alternadas do creme e das bolachas previamente embebidas em café. A última camada deve ser de creme. Leve ao freezer até prender bem. Nessa altura, retire do frio e desenforme cuidadosamente. Decore a superfície com doce de ovos. Decore à gosto.
 
Doce de Ovos: Leve ao fogo, mexendo até engrossar 6 gemas, 150 g de açúcar e 150 ml de leite.
 
 
 

domingo, 17 de julho de 2011

Finalmente com vocês Graça Abreu

LASANHA LIGHT
Cozinhe num molho de tomates refogado na cebola e no alho 500g de peito de frango e reserve desfiado.
Faça um molho bechamel: refogue 1 c/sopa de cebola ralada em 1 c/sopa  de margarina e em seguida incorpore 1/sopa de farinha de trigo, acrescentando 1 copo de leite (desnatado). Reseve.
Fatie 1 berinjela grande no sentido do comprimento e deixe de molho na água com sal, até o momento do preparo.
Monte a lasanha: unte  o fundo de um refratário com margarina e forre com fatias da berinjela. Em seguida coloque o frango desfiado. Deite o molho bechamel em cima do frango e coloque fatias de 300g de queijo minas por cima. Repita as camadas e por último coloque queijo parmezão ralado e salsinha picada. Leve ao forno para cozinhar a berinjela, e dourar.
Coma sem culpas!
Um beijo apertado....
Graça Abreu

Finalmente temos a apresentação de Graça Abreu

Depois de ser anunciada a presença neste Blog, muitas vezes adiada, finalmente temos a honra e o prazer de anunciar a presença de Graça Abreu, que a partir de agora estará neste Blog colaborando com assuntos relacionados a alimentação, queremos avisar que embora com relação à alimentação devam tomar muito cuidado. Embora os pratos sejam light em sua maioria, muito cuidado na hora de prepará-los. Dos que  eu já comi, posso garantir que  você estará proporcionando deliciosas refeições, porque são fáceis de fazer e muito mais fácil de comer. O risco aí, é você comer tanto e ganhar algumas gramas a mais pela quantidade e não qualidade da comida consumida.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Magé: cabo eleitoral desacata fiscais do TRE-RJ

A campanha eleitoral em Magé das eleições suplementares de 31 de julho continua conturbada. A equipe de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral, do Rio de Janeiro, chamou a polícia, no último sábado, para combater propaganda irregular. A ação acabou com a prisão de um suspeito que agrediu os fiscais. As irregularidades foram cometidas por um cabo eleitoral do candidato Nestor de Moraes Vidal Neto, que concorre à Prefeitura pela Coligação "Magé no rumo certo", formada pelo PMDB, PSDB, PSL e PSC. O coordenador de fiscalização em Magé, Wagner Leandro Rabello Júnior,explicou que a operação teve início com a abordagem pelos fiscais, na Avenida Automóvel Clube, km 61, Fragoso, de um trio elétrico que circulava com o som em alto volume, divulgando a candidatura de Nestor Vidal.



O motorista foi avisado de que o caminhão seria apreendido, e um dos fiscais ocupou o lugar do carona para indicar o local para onde o veículo deveria ser conduzido. Foi quando apareceu uma terceira pessoa, arrancando o fiscal do caminhão à força e partindo com o veículo a toda velocidade. O fiscal agredido, Ricardo Justino de Souza chegou a perder o equilíbrio e caiu no asfalto.
Os demais fiscais que acompanhavam a operação em uma viatura acionaram a Polícia Militar e após cerca de cinco quilômetros de perseguição, conseguiram deter o caminhão na Avenida Roberto Silveira, em Piabetá. Carlos José Correa Paulo, que estava ao volante na fuga e não tinha carteira de habilitação, foi levado à 66ª Delegacia de Polícia Civil, onde foi registrada a ocorrência. Ele foi autuado no Art. 347 do Código Eleitoral, que estabelece a pena de detenção de três meses a um ano e pagamento de 10 a 20 dias-multa, para quem "recusar cumprimento ou obediência a diligências, ordens ou instruções da Justiça Eleitoral", e no § 10 do artigo 39 da Lei das Eleições, que proíbe a utilização de trio elétrico em campanha eleitoral, exceto para sonorização de comícios. Segundo Wagner, o candidato Nestor Vidal já foi notificado anteriormente por ter cometido a mesma irregularidade.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A PRESIDENTE SABE DE SUAS LIMITAÇÕES, MAS TEM SEUS LIMITES


Sim, Dilma pode

Hélio Doyle
A presidente Dilma Rousseff deu voltas, mas acabou fazendo o queria: Paulo Sérgio Passos é ministro dos Transportes e o PR não vai continuar mandando, desmandando e roubando no setor. Para viabilizar sua escolha pessoal, Dilma não pode ser direta como gosta de ser. Embora não possamos saber o que realmente passava em sua cabeça, é de se imaginar que preferiria ter evitado os circunlóquios e resolvido rapidamente o problema causado pelo afastamento do ex-ministro Alfredo Nascimento.
O que políticos consideram ser um grave defeito de Dilma é, na verdade, um mérito: a falta de paciência com a politicagem e com as práticas corruptas que se disseminam no Brasil nos três poderes e em todos os níveis da federação. Mas em quase cinco anos como chefe da Casa Civil e quase sete meses como presidente da República, Dilma certamente sabe que sem jogar o jogo que lhe é imposto pelos políticos corre o risco de não conseguir governar. Por isso tem de ceder e aceitar algumas normas estabelecidas. Mas, pelo jeito, com limites.
A julgar pelo que se conhece da presidente, a seu gosto esse episódio dos transportes teria sido diferente. Para começar, ela não teria nomeado Alfredo Nascimento para ministro, nem teria mantido Luiz Antônio Pagot no Dnit. Todos em Brasília sabiam que era enorme a chance de dar errado, pois a roubalheira era antiga e conhecida. Mas, ambos nomeados, teriam sido por ela sumariamente demitidos quando o nível de corrupção em que se envolveram ultrapassasse o aceitável na Corte brasiliense (e olha que o aceitável aqui não é pouco). E Dilma imediatamente já teria nomeado o sucessor de sua preferência.
Mas não é assim que funciona. A presidente tem de nomear ministros com os quais não simpatiza nem considera adequados para a função porque tem de governar com uma coalizão de partidos políticos ansiosos por seus nacos de poder e pelos dividendos políticos e financeiros deles decorrentes. Depende de deputados e senadores para aprovar projetos e medidas provisórias, e ainda não criar problemas para o governo, como indesejáveis CPIs e convocações de autoridades.
A demissão de Nascimento e de sua turma causou desagrado e provocou reações no PR, que tem sete senadores e 41 deputados, uma força política razoável no Congresso. Então Dilma teve de agradar ao partido, fazendo ao ex-ministro elogios que soaram mal e convidando para o cargo outra personagem que seguramente lhe causaria inúmeros problemas, o empresário e eventualmente senador Blairo Maggi. Felizmente o ex-governador de Mato Grosso teve o bom senso de recusar a função porque sabia que estaria sob vigilância e não poderia fazer o que gostaria. Apesar dos resmungos e da arrogância de parlamentares do PR, que se sentiam no direito de indicar o ministro, Dilma se decidiu pelo nome que queria.
Há riscos, claro, que certamente terão sido bem avaliados. A bancada do PR pode reclamar, mas não fará a bobagem de ir para a oposição, porque aí, sim, perderá tudo o que ainda conseguiu segurar no governo. O partido cresceu porque é governo desde o primeiro mandato de Lula e seus integrantes são, sobretudo, pragmáticos.
A aparente solução desse episódio não encerrará, porém, os dilemas que Dilma ainda terá de enfrentar ao longo do mandato. A presidente não tem como ignorar ou negar os pedidos que lhe faz o ex-presidente Lula – afinal, está no Planalto graças a ele. Não pode desconhecer as reivindicações dos congressistas, legítimas ou ilegítimas, porque não governa sozinha e depende muito da Câmara e do Senado. Não tem como impedir que a imprensa continue a divulgar, diariamente, novos casos de corrupção que enfraquecem o governo.
O episódio Palocci foi um enorme desgaste para Dilma. Não se sabe o que pensou na ocasião e o que motivou a presidente, mas tentar segurar o então ministro da Casa Civil no cargo, a todo custo, foi seu maior erro até agora. A situação de Palocci era claramente insustentável sob todos os aspectos éticos e políticos e teria sido melhor descartá-lo assim que foi divulgado o enriquecimento súbito e não explicado.
Esse quadro leva inevitavelmente a vacilações. Dilma não pode ser inteiramente o que gostaria de ser, porque não é apenas a pessoa física, mas é, primeiro, a chefe de Estado. Tem de aceitar pressões de religiosos fundamentalistas e tentativas de chantagens, sorrir para notórios corruptos que ainda não foram pegos formalmente e transitam livremente pelos palácios, manter em funções importantes pessoas das quais jamais compraria, sem temor, qualquer coisa. E até a elogiar publicamente quem deveria estar numa penitenciária.
Mas para tudo há limites. A presidente, se quiser, tem como enfrentar a corrupção e os corruptos e não ceder a chantagens. Pode não ter o apoio da maioria dos parlamentares e dos que têm enchido seus cofres nos últimos anos, pode ter problemas com a parcela do PT que aderiu às práticas nocivas, mas seguramente tem poder e condições de mobilizar grande parcela da população para mudar o cenário político do país. Não será fácil, mas é possível. Dilma sabe muito bem, por vivência pessoal, que ousar lutar é ousar vencer.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

O trem-bala não passa de uma brincadeira provinciana de um governo que não sabe distinguir quais são os verdadeiros interesses nacionais.

Carlos Newton

É inacreditável a insistência do governo em implantar o trem-bala. Depois do fracasso do leilão de segunda-feira, esperava-se que o Planalto colocasse o pé no freio e diminuísse a velocidade do insano projeto. Mas não. O governo comporta-se como se estivessem de antolhos e não pudesse olhar para os lados.
A solução foi bestial, como dizem nossos irmão lusitanos.A Agência Nacional de Transportes Terrestres decidiu dividir em duas a licitação. Vai licitar primeiro o modelo de tecnologia (coreano, japonês ou europeu, por exemplo). Depois de definida a tecnologia, será feita a licitação das obras de engenharia.
O governo não tem nem ideia do preço da obra, nesse país ainda com bolsões em tudo carentes. Os “especialistas” avaliam que assim ficará mais fácil estimar o custo da empreitada, que deverá ser aberta para participação de construtoras internacionais. É muito amadorismo, não é mesmo?
“Não estão previstas mudanças estruturais no novo edital, previsto para ser lançado até outubro, nem novos cálculos econômicos”, afirmou o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Bernardo Figueiredo.
“Não estou mudando a essência, só a forma de licitar”, alegou Figueiredo, que estima o valor total da obra em R$ 33 bilhões – aproximadamente R$ 9 bilhões para equipamentos e operação e R$ 24 bilhões para obra. “Não vamos desfigurar o projeto para atender um perfil de empresas”, argumentou.
Como todos sabem, o leilão do trem da alta velocidade fracassou porque nenhum grupo se apresentou na concorrência. Segundo o “especialista” Figueiredo, que tem explicações para tudo, o fracasso foi motivado pela dificuldade das empresas detentoras de tecnologia de formar aliança com as empresas de construção nacionais. Por isso o governo acredita que, fatiando o processo, o leilão será um sucesso.
Apenas grupos que detêm tecnologia, e que estavam interessados em atuar como fornecedores, estiveram na Bovespa para verificar se havia ou não interessados no empreendimento. Compareceram grupos da França, do Japão e da Coreia do Sul, além de dois outros que nem quiseram se identificar.
Na verdade, sempre ansiosos em agradar a quem está no poder, as autoridades do segundo escalão do governo brasileiro não medem esforços. Defendem os projetos mais idiotas, aplaudem as ideias mais estapafúrdias, incentivam as propostas mais escalafobéticas, porque vale tudo para bajular os poderosos, até mesmo se expor ao ridículo.
É o que está acontecendo com o economista Luciano Coutinho, presidente do BNDES, que se prepara para abrir os cofres do banco estatal e subtrair-lhe dezenas de bilhões de reais, a pretexto de financiar essa nova brincadeirinha do governo Lula Rousseff. Para justificar tamanho desperdício num país com tantas necessidades básicas, afirmou o consagrado economista:
“O trem-bala é um projeto da maior importância, porque seu percurso vai unir os três maiores aeroportos do Brasil, em São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro”.
Diante dessa declaração lapidar, pode-se concluir que, com pensadores como Luciano Coutinho, não há trem-bala que consiga conduzir o Brasil para a frente. Afinal, qualquer criança sabe que o veículo de transporte que liga os aeroportos é o avião, jamais o trem.
É tudo muito prático e funcional. Poderemos dizer que, agora sim, os maiores aeroportos estarão realmente “interligados”. Isso porque vivemos num país governado por políticos moderninhos e provincianos, que sonham em imitar tudo que veem nos países estrangeiros, ao invés de raciocinar sobre as verdadeiras necessidades brasileiras.
Se ainda estivéssemos no regime militar, o ministro Juracy Magalhães resolveria a questão com apenas uma frase. Ao invés de proclamar “o que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil”, ele faria o percurso contrário e diria: “O que não é bom para os Estados Unidos, não é bom para o Brasil”.
Ora, se a Matrix mundial segue se recusando a adotar a novidade, por ser antieconômica e não resolver nada em matéria de transportes, porque a Filial aqui continua querendo enveredar por outro ramal? Por que não aproveitar essa gigantesca verba para melhorar as ferrovias ainda existentes e recuperar as que foram extintas?  Ou melhorar os aeroportos, portos e rodovias, diminuindo o chamado Custo Brasil?
O mais interessante, no caso, é a incrível velocidade com que aumenta o valor do trem-bala brasileiro. Quando se lançou a idéia, a obra custaria cerca de R$ 10 bilhões e seria inteiramente custeada com recursos privados. Antes mesmo de ser projetada, rapidamente já estava em R$ 33 bilhões. Mas ainda é pouco, porque nem apareceram interessados. E todos sabem que a infeliz iniciativa não sairá por menos de R$ 50 bilhões, vejam só como funciona essa espantosa máquina de sugar dinheiro público.
Quando lançou o projeto, o maquinista Lula estava encantado com o trenzinho de brinquedo e logo criou uma estatal, com capital inicial de modestos R$ 3 bilhões, para administrar a obra e 80% de seus investimentos, que serão financiados pelos cofres subsidiados do BNDES.
Mas a obra, de prioridade duvidosa diante de tantas outras carências nacionais na área da infraestrutura, só terá algum concorrente em leilão, nos moldes em que está organizada, se o governo entrar com todos os recursos. Os ditos interesses privados somente aflorarão com muito incentivo púbico, tal o espírito de aventura e a falta de planejamento que caracterizam o velocíssimo projeto.
Na verdade, o trem-bala não passa de uma brincadeira provinciana de um governo que não sabe distinguir quais são os verdadeiros interesses nacionais. É por isso que já está sendo chamado de “trem-bala perdida”.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Meu filho, você não merece nada

ELIANE BRUM

Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de
 Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). 

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.  Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.  Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.  Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.  É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?  Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.  Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.  Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.  A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.  Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.  Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.  Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.  Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.  O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.  Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande. Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.  Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.  Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.  (Eliane Brum )