sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Que país é esse?

Que país é esse? 

Um político graúdo condenado pelo STF, empresários espreitando a cadeia, corruptos com seus bens bloqueados e empreiteiros acossados pela Justiça. Tudo isso aconteceu nesta semana. Como na canção de Renato Russo, “nas favelas, no Senado, é sujeira pra todo lado”. O Brasil mesmo está mudando ou é apenas um surto de purificação? Opine



Numa só semana, um ex-presidente da Câmara dos Deputados (João Paulo Cunha), três empresários (Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Holerbach) e um ex-diretor de banco (Henrique Pizzolato) foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal. Todos espreitam a cadeia.
Para completar o quadro, um político (Cesar Maia), um servidor público corrupto (o Juquinha, da Valec) e uma empreiteira (a Andrade Gutierrez) tiveram seus bens bloqueados – nos últimos dois casos, em função de fraudes na construção da ferrovia Norte-Sul.
Que país é esse? É mesmo o Brasil, historicamente marcado pela impunidade, a que todos nós estávamos acostumados? Ou há outra nação nascendo, com novos padrões na política e na atividade empresarial? A mudança é pra valer, valerá também para os próximos julgamentos ou se trata apenas um surto transitório de purificação?

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Suprema importância

Por Arnaldo Jabor

Eu vi os dois primeiros dias do julgamento do mensalão. E, data venia ,
vi que há no Tribunal alguma coisa nascendo nas frestas dos rituais
solenes: os indícios de um fato histórico: o STF está mais ligado ao
mundo real, mais atento à opinião pública (por que não?).

Mas dava para ver um tenso alvoroço no plenário como na pré-estreia de
um filme inédito. Tudo parecia ainda um atemorizante sacrilégio, como se
todos estivessem cometendo um pecado - o delito de ousar cumprir a lei
julgando poderosos. Será que ousarão contrariar séculos de impunidade,
séculos de distância entre a Justiça e a sociedade?

Vi o "frisson" nervoso nos juízes que, depois de sete anos de lentidão,
têm de correr para cumprir os prazos impostos pelas chicanas e pelos
retardos que a gangue de mensaleiros conseguiu criar. Suprema ironia: no
país da justiça lenta, os ministros do Supremo são obrigados a correr,
andar logo, mandar brasa, falar rápido, pois o Peluso tem de votar e sai
em setembro. E só há julgamento porque o ministro Ayres de Brito se
empenhou pessoalmente em viabilizar prazos e datas. Se não, não haveria
nada.

O STF parecia um palco armado: os advogados dos réus numa tribuna, a
imprensa, convidados vip. Os advogados se movem em sincronia como
discretos bailarinos de ternos, com expressões céticas ou quase cínicas,
um tédio proposital nas caras, ostentando a tranquilidade profissional
de pistoleiros bem pagos antes de sacar a arma no duelo.

Ali estavam os protagonistas: Joaquim Barbosa transido de dores, ardendo
na pressa de emplacar esta revolução no STF, defrontando-se com a
programada lentidão de seu inimigo principal, Lewandowski, o homem que
levou seis meses para ler um processo escancarado havia sete anos e que
no início do julgamento deu-se ao capricho de ler seu voto por uma hora
e meia, conseguindo cumprir a estratégia de Thomaz Bastos e atrasar mais
um dia no processo.

E conseguiu irritar Joaquim Barbosa, que o chamou de "desleal".
Lewandowski retrucou, revelando a intenção que lhe vai na alma: "Pelo
que vejo, este julgamento vai ser turbulento." Quando foi cantar o
Gilmar Mendes, Lula disse que Lewandowski estava sob muita pressão e que
Joaquim Barbosa era um "complexado " - por quê? Porque é preto e está de
coluna doendo?

Ninguém, claro, assume o sutil racismo brasileiro, mas ninguém esquece
que ele é preto; nem ele. A verdade é que Lula nomeou-o achando que
seria uma "ação afirmativa" para seu governo e que Barbosa lhe seria
grato. Lula achava que podia influir no outro poder com esse gesto.
Dançou também no seu "alopramento".

No voto de Lewandowski vimos seu desejo de deixar patente na TV que é
resistente a pressões de nossa "rasteira" opinião pública. Quis também
exibir cultura jurídica cravejada de citações, criando um mecanismo de
defesa preventivo que transmuta sua fama de lento em "independência"
minuciosa. O julgamento vai oscilar entre a pressa e a lentidão. Pelos
freios e embreagens, a defesa dos réus se fará por meio de chicanas
retardadoras, por atrasos programados, por bloqueios e "questões de
ordem" com cascas de banana.

Aí, começou a leitura da acusação do Procurador Geral da República, que
ouvi com um arrepio de orgulho, como se estivesse na Inglaterra diante
de um sistema judiciário impecável. Seu relatório serviu como uma viagem
no tempo, rememorando a chanchada deprimente que foi o escândalo do
mensalão, sete anos atrás. Tudo reapareceu: cada malinha de dinheiro
vivo do Banco Rural, cada cheque administrativo, cada mentira e negação.
Será dificílimo contestar o relatório e o voto de Roberto Gurgel, pois
ele exibiu o óbvio, a autoevidência dos delitos. Daí, o show de chicanas
a que assistiremos.

Foi espantoso constatar também que os "malfeitos" dos mensaleiros foram
incrivelmente "aloprados", trabalho de ridículos amadores, deixando
pistas gritantes, dando bandeiras em todas as direções. Como puderam
errar tanto, ser tão primários?

Pensei e vi o óbvio - lembrei-me dos velhos comunistas que conheci tão
bem na minha revolução juvenil. O povão era nossa boa consciência, o
nosso salvo-conduto para a alma pacificada, sem culpas - o povão era
nossa salvação.

Nós éramos mais "puros", mais poéticos, mais heroicos. Ai, que saudades
do comunismo e, como dizia Beckett: "que saudades das velhas perguntas e
das velhas respostas..." A "verdade" era o simplismo; complexidade era
(e ainda é, para eles) coisa de "direita".

Mas, como era bom se sentir superior a um mundo povoado de "burgueses,
caretas e babacas", como eu classificava a Humanidade.

Daí, a explicação: para que se importar com os babacas? Podemos deixar
pistas à vontade porque, como disse o Lula, "sempre foi assim". Passaram
a "desapropriar" a grana da "direita" - ou seja, inventaram o roubo com
boa consciência, para "salvar" o povão com a grana do povão. Claro que
isso foi apenas o rationale para justificar a "mão grande", um
estandarte ideológico para legitimar a invasão da "porcada magra no
batatal".

Claro que pegaram altos trocos, porque ninguém é de ferro. Só não
contavam com as "cobras criadas" do Congresso, como o Jefferson, que
viram aqueles comunas folgados descumprindo promessas, tratando-os com
descaso de heróis contra "burgueses alienados e covardes".. Deu nas
denúncias operísticas do Jefferson, um dos recentes salvadores da
pátria. Por trás do mensalão há desprezo pela inteligência da sociedade.

Mas, muito mais grave do que a tradicional mãozinha nas cumbucas, mais
grave que punhados de dólares na cueca ou na bolsinha, muito mais grave
é a justificativa de que tudo não passou de "crime eleitoral", quando se
tratou de mais de R$ 100 milhões num roubo "revolucionário". Os
mensaleiros se absolvem e justificam porque teriam uma missão acima da
democracia "burguesa".

O STF não está julgando só roubalheiras, mas a tentativa de desmoralizar
a democracia para o benefício de um partido único. O PT quis usar o
governo que "tomaram" para mudar o Estado brasileiro. O STF está
julgando a preservação da República que lentamente se aperfeiçoa, e este
julgamento já é uma etapa de nossa evolução democrática.

Nas próximas eleições, haverá renovação... Façamos uma faxina. Nem
esses, nem indicados por esses. Não vote sem conhecer a história dos
candidatos. Não vote porque alguém pediu. Se não tiver candidato limpo,
trabalhe pela candidatura de alguém em quem você confie, ou
candidate-se.

Arnaldo Jabor é Jornalista e Cineasta. Artigo Originalmente publicado
nos jornais O Globo e Estadão em 7 de agosto de 2012.

Presidente do Tribunal de Justiça capixaba culpa o Judiciário por impunidade

O presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, afirmou em palestra na V Conferência Internacional de Direitos Humanos, que a corrupção no Brasil já configura ameaça à ordem pública e atribuiu a culpa pela impunidade ao próprio sistema judiciário, a quem acusou de “injusto ou cúmplice” pela impunidade dos corruptos.
Feu Rosa diz a verdade
“Ou nosso sistema está a conferir benesses que a lei absolutamente não contempla, ou estamos diante de um sistema legal injusto ou cúmplice – injusto na medida em que não aplica as leis de forma uniforme, ou cúmplice quando cria a impunidade para alguns poucos abonados”, afirmou o desembargador durante o painel Dignidade e Sistema Prisional.
O desembargador afirmou que “a corrupção no Brasil suga dos cofres públicos, anualmente, o equivalente a 1,35% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa também o orçamento de sete ministérios”. E acrescentou: “E esse é o mesmo país sobre cujo solo morrem 20 crianças a cada dia por falta de saneamento básico. Essa praga (corrupção) está disseminada por todo o País, conforme pesquisas e relatórios produzidos. Desiludida, quase metade da população tem declarado a institutos de pesquisa que desconfia da democracia e diz preferir a ditadura, o que configura grave ameaça à ordem pública”.
Na opinião do presidente do TJ-ES, em uma palestra marcada pelo tom crítico ao Judiciário brasileiro, “a sábia voz das ruas não está errada: nosso sistema legal tem sido omisso ou cúmplice; não saberia dizer qual o pior, pois temos sido voluntaria ou involuntariamente instrumento dos maus. Nossas interpretações não raramente tem jogado por terra a justiça e direitos humanos os mais elementares; abusamos com freqüência das leis e ainda chamamos em nossos pomposos acórdãos de devido processo legal. Nos especializamos em fazer com que o que esteja nos autos não chegue ao mundo – e o que esteja no mundo não chegue aos autos”.
Na mesma linha, o desembargador afirmou que o princípio de que a lei é igual para todos não tem sido, a rigor, aplicado pela Justiça brasileira que, ao permitir brechas para que os mais ricos utilizem de “filigranas jurídicas” para escapar a punições, pune de forma dura os mais pobres.
Ao criticar o que chamou de ordem jurídica e social injusta, ele indagou: “Se a lei é igual para todos por qual motivo todas as filigranas processuais não são estendidas aos miseráveis? Quantos acusados em grandes casos de corrupção respondem presos hoje em seus processos? Afinal, falamos de um mesmo sistema legal”.
“Um semelhante nosso que jaz abandonado num corredor fétido de um hospital sabe perfeitamente que lá está por conta dessa ordem jurídica e social injusta”, prosseguiu Valls Feu Rosa. “A mãe que segura no colo um filho morto e devorado por ratos em alguma favela sente com clareza que aí está mais uma vítima do desvio impune de recursos públicos. O pai que enterra o filho, morto por causa da péssima infraestrutura oferecida por este país, compreende que ele foi assassinado por omissão de alguns. Nenhum desses personagens externa ou sequer definem esses sentimentos, mas eles estão lá, no coração de tão pobre povo que habita tão rica terra”.
“E assim como toda ação tem conseqüência – concluiu ele com um alerta -, estamos criando uma sociedade cada vez mais conflituosa cujos reflexos já se projetam nas portas de nossas casas e colorem de cinza nossas vidas e a dos nossos entes mais queridos”.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Marcos Valério e Pizzolato já condenados. Faltam dois votos para condenar João Paulo Cunha

Carlos Newton
Até agora, no embate entre o ministro relator e o ministro revisor, Joaquim Barbosa vai levando vantagem sobre Ricardo Lewandowski. Marcos Valério e Henrique Pizzolato já estão condenados, com seis votos cada, e o deputado João Paulo Cunha passou a ter o voto de quatro ministros a favor de sua condenação no processo do mensalão. Cármen Lúcia, Luiz Fux e Rosa Weber pediram a condenação do petista com base na argumentação do relator, Joaquim Barbosa.

Apenas José Antonio Dias Toffoli pediu sua absolvição, como fez o revisor Ricardo Lewandowski. Por enquanto, o placar de 4 a 2 favorece a posição da Procuradoria Geral da República.
Toffoli, que preferiu não se declarar impedido mesmo sendo amigo de José Dirceu e ter sido subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil em 2005, votou pela absolvição do petista das acusações de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato, além de absolver Marcos Valério e sócios no caso do suposto desvio de recursos públicos da Câmara dos Deputados – acusados de corrupção ativa e peculato.
Ele, no entanto, condenou os réus no caso de desvio de dinheiro público do Banco do Brasil, assim como todos os ministros até agora. Henrique Pizzolato foi condenado pelos ministros por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato; e Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato no caso do Banco do Brasil.
A ministra Rosa Weber disse que se pronunciará sobre o crime de lavagem de dinheiro posteriormente. Com esses votos, Valério – e sócios – e Pizzolato já têm 6 votos pela condenação de pelo menos dois crimes cada um. O placar configura maioria, já que o Supremo  é composto por 11 membros.
Lewandowski e Toffoli, por sua subserviência, estão fazendo papel ridículo. A atuação demonstra por que é preciso exigir que os ministros do Supremo tenham notório saber. Os dois são patéticos.

domingo, 26 de agosto de 2012

Favor de Valério a ex de Dirceu é arma de Barbosa

Favor de Valério a ex de Dirceu é arma de Barbosa

Para tentar demonstrar o vínculo entre o ex-ministro da Casa Civil e o dono das agências DNA e SMP&B, relator Joaquim Barbosa lembrará um empréstimo e o emprego concedidos a Maria Ângela Saragoça pelos bancos que emprestaram recursos ao PT; seu voto será pela condenação

O voto de Ricardo Lewandowski no caso de João Paulo Cunha reacendeu as esperança dos réus da Ação Penal 470, mas Joaquim Barbosa, relator do caso, promete retomar o viés condenatório com força máxima. E um de seus alvos será o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, apontado pela procuradoria-geral da República como “chefe da quadrilha”.
As evidências que Barbosa pretende apontar de um vínculo entre o ex-ministro da Casa Civil e o empresário Marcos Valério de Souza, operador do esquema, são os favores concedidos a Maria Ângela Saragoça, ex-mulher de Dirceu. Ela obteve um emprego no BMG, a pedido de Valério, e um empréstimo no Rural, para aquisição de um imóvel em São Paulo. Também conseguiu ajuda para vender um apartamento de Rogério Tolentino, sócio de Valério, o que envolveu um adiantamento de R$ 20 mil.
O voto de Barbosa sobre Dirceu foi antecipado pela Folha de S. Paulo na edição deste domingo e o advogado de Dirceu, José Luiz de Oliveira Lima, disse apenas que o ex-ministro não sabia desses favores e que não comentaria um voto que deveria ser sigiloso.
Que Joaquim Barbosa irá pedir a condenação de Dirceu, seguindo a orientação do procurador-geral Roberto Gurgel, já é certo. A dúvida é como os demais ministros interpretarão essas evidências e se elas são suficientes para enquadrar Dirceu como “chefe da quadrilha”

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Mulheres cearenses - acredite se quiser!

LEIA ATÉ O FIM!!!! E TIRE SUAS CONCLUSÕES!!!

NÃO É BRINCADEIRA NÃO!!! É INACREDITÁVEL ABSURDO - MAS É O “NOSSO BRASIL”!
Aconteceu no Ceará! Curso para 500 mulheres.

Como o setor têxtil é de vital importância para a economia do Ceará, a demanda por mão de obra na indústria têxtil é imensa e precisa ser constantemente formada e preparada.
Diante disso, o Sinditêxtil fechou um acordo com o Governo para coordenar um curso de formação de costureiras.
O governo exigiu que o curso devesse atender a um grupo de 500 mulheres que recebem o Bolsa Família.
De novo: só para aquelas que recebem o Bolsa Família.
O importante acordo foi fechado dentro das seguintes atribuições: o Governo entrou com o recurso; o SENAI com a formação das costureiras, através de um curso de 120 horas/aula; e o Sinditêxtil, com o compromisso de enviar o cadastro das formadas às inúmeras indústrias do setor, que dariam emprego às novas costureiras.
Pela carência de mão obra, a idéia não poderia ser melhor.
Pois bem.
O curso foi concluído recentemente e, com isso, os cadastros das costureiras formadas foram enviados para as empresas, que se prontificaram em fazer as contratações.
E foi nessa hora que a porca torceu o rabo, gente.
Anotem aí: o número de contratações foi ZERO. Entenderam bem? ZERO!
Enquanto ouvia o relato, até imaginei que o número poderia ser baixo, mas o fato é que não houve uma contratação sequer. ZERO.
Sem nenhum exagero. O motivo?
Simples, embora triste e muito lamentável, como afirma com dó, o diretor do Sinditêxtil: todas as costureiras, por estarem incluídas no Bolsa Família,se negaram a trabalhar com carteira assinada.
Para todas as 500 costureiras que fizeram o curso, o Bolsa Família é um benefício que não pode ser perdido.
É para sempre. Nenhuma admite perder o subsídio
SEM NEGÓCIO.
Repito: de forma uníssona, a condição imposta pelas 500 formadas é de que não se negocia a perda do Bolsa Família.
Para trabalhar como costureira, só recebendo por fora, na informalidade.
Como as empresas se negaram, nenhuma costureira foi aproveitada.
Casos idênticos do mesmo horror estão se multiplicando em vários setores.
É a prova cabal de que ser um VAGABUNDO dá lucro neste país, o errado agora é trabalhar.
QUEM ESTÁ CRIANDO ELEITORES DE CABRESTO, COMPRADOS ATÉ EM SUA DIGNIDADE, RECUSANDO-SE A TRABALHAR PELO SEU SUSTENTO?
ADVINHE QUEM PAGA O PATO, TODO MÊS DESCONTANDO 27,5 % DE I.RENDA?
Sou EU o grande idiota dessa história, que sou obrigado a trabalhar para pagar os impostos que esses VAGABUNDOS que o governo FICHOU e agora não consegue DESPEDIR.

SE VOCÊ É UM BRASILEIRO DE BOM SENSO, ENTÃO REPASSE POR FAVOR! 

  Inacreditável que uma parcela da população prefira receber migalhas do que se esforçar para crescer profissionalmente. Que belo exemplo para as novas gerações. Pobre prefere viver com o mínimo do que trabalhar!!!
    Cabeças de bagre!!!!

sábado, 18 de agosto de 2012

Empresa do “Ronaldinho” de Lula deve R$ 6,1 milhões e enfrenta situação difícil

Assim como o Ronaldinho original não é mais aquele, o “Ronaldinho” de Lula — seu filho Fábio Luiz da Silva, o Lulinha — também anda enfrentando alguns problemas. No caso, é o peso das dívidas. Mas não faltará talento para sair dessa, tenho certeza. Lembram-se da Gamecorp? É aquela empresa que recebeu R$ 5 milhões da Telemar, uma concessionária de serviço público, que tem capital do BNDES. Pois é… Os números estão feios. Leiam o que informam José Ernesto Credendio e Andreza Matais, na Folha. Volto depois.
*
A Gamecorp, empresa criada por um dos filhos do ex-presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, e alvo de diversas polêmicas durante o mandato do petista, vive uma situação de “incerteza” sobre sua sobrevivência. A avaliação é da Peppe Associados, uma firma de auditoria contratada pela própria Gamecorp para verificar suas contas em 2011.
A Peppe fez um diagnóstico pouco favorável para o futuro da empresa de Lulinha, como Fábio é conhecido, e ainda lançou dúvidas sobre a confiabilidade dos números do balanço da empresa. Segundo o relatório da auditoria, a administração da Gamecorp não divulgou “de forma adequada” a razão de números possivelmente incompatíveis nas contas. Também não foi possível, escreve a Peppe, ter ideia do valor dos bens da empresa.
A Gamecorp surgiu em 2004, recebeu um aporte de R$ 5 milhões da Telemar (hoje Oi). Como a empresa de telefonia tem participação do BNDES, o aporte passou a ser investigado pelo Ministério Público por suspeita de tráfico de influência. Em 2006, quando a associação com a Telemar tornou-se pública, o então presidente Lula disse à Folha que seu filho era o “Ronaldinho” dos negócios, em alusão ao jogador de futebol, tido como um dos melhores em atividade no Brasil naquela época. Desde então, a empresa acumulou sucessivos prejuízos. Apesar do lucro de R$ 384 mil no ano passado, as perdas acumuladas chegam a R$ 8,6 milhões.
Além disso, há uma diferença de R$ 2,2 milhões entre a soma dos bens e dos valores que a empresa tem a receber e as obrigações que contraiu, o que pode configurar risco de insolvência. O único alívio é a retaguarda da multinacional. A dívida de curto prazo, de até 12 meses, subiu de R$ 2,03 milhões, em 2010, para R$ 2,89 milhões no fim do ano passado. A de longo prazo, acima de um ano, saltou de R$ 3 milhões para R$ 3,3 milhões. O total dessas obrigações atinge R$ 6,1 milhões.
(…)
No início, segundo o próprio Lulinha, a Gamecorp evitava receber dinheiro de fontes públicas para não gerar eventuais dúvidas sobre favorecimento político. No fim do ano passado, porém, a postura mudou: a empresa recebeu R$ 190 mil por anúncios do Banco do Brasil.

domingo, 12 de agosto de 2012

DIA DOS PAIS


( Ghiaroni)
Meu pai está tão velhinho,
tem a mão branca e comprida,
parecendo a sua vida,
longa vida que se esvai.
E eu o lembro quando moço
de uma atlética altivez.
Ah! Tinha força por três!
Você se lembra, papai?
Menino, ouvia dizer
que você era um gigante.
Eu ficava radiante
e também me agigantava.
Porque toda madrugada,
eu quentinho do agasalho,
ao sair para o trabalho
o gigante me beijava.
Sua grande mão de ferro
parecia leve, leve
naquela carícia breve
que da memória não sai.
Depois… um beijo em mamãe
e o meu gigante partia.
E a casa toda tremia
com os passos de papai.
Mas agora o seu retrato
muito moço, muito antigo,
se parece mais comigo
do que mesmo com você.
Você já lembra vovô
e, à medida que envelhece,
papai, você se parece
com mamãe, não sei por quê.
Você se lembra, papai?
Quando mamãe, de repente,
caiu de cama, doente,
era o pai quem cozinhava.
Tão grande e desajeitado
a varrer… Quando eu o via
de avental, papai, eu ria;
eu ria e mamãe chorava.
Eu quis deixar o ginásio
para ganhar ordenado,
ajudar meu pai cansado,
mas tal não aconteceu.
Papai disse estas palavras:
Sou um operário obscuro,
mas você terá futuro,
será melhor do que eu.
Eu? Melhor que este velhinho
a quem devo o pão e o estudo?
Que é pobre porque deu tudo
à Família, à Pátria, à Fé?
Meu pai, com todo o diploma,
com toda a universidade,
quisera eu ser a metade
daquilo que você é.
E quero que você saiba
que, entre amigos, conversando,
meu assunto vai girando
e no seu nome recai.
Da sua força, coragem,
bondade eu conto uma história.
Todos vêem que a minha glória
é ser filho de meu pai.
“Um dia eu fui tomar banho
no rio que estava cheio.
Quando a correnteza veio,
vi a morte aparecer.
Papai saltou dentro d’água
nadando mais do que um peixe,
salvou-me e disse:_ Não deixe!
Não deixe mamãe saber!”.
Assim foi meu pai, o forte
que respeitava a fraqueza.
Nunca humilhou a pobreza,
nunca a riqueza o humilhou.
Estava bem com os homens
e com Deus estava bem.
Nunca fez mal a ninguém
e o que sofreu perdoou.
Perdoa então se lhe falo
Daquilo que não se esquece.
E a minha voz estremece
e há uma lágrima que cai.
Hoje sou eu o gigante
e você é pequenino.
Hoje sou eu que me inclino.
Papai… a bênção, papai

sábado, 4 de agosto de 2012

Procurador disse que foi Carlos Chagas, na Tribuna da Imprensa, que denunciou a exxistência do Mensalão.

Yuri Sanson
Na sessão do Supremo, o procurador-geral Roberto Gurgel buscou notícias do Jornal do Brasil, de Luiz Antônio Carneiro, e, em seguida em artigos de Carlos Chagas na Tribuna da Imprensa, sobre os primórdios do caso MENSALÃO que se tornou a Ação Penal 470.
O texto abaixo do Jornal do Brasil 30/07/2012 faz referência a Tribuna da Imprensa:
“Em 24 de setembro de 2004, o Jornal do Brasil foi o primeiro veículo de comunicação a empregar o termo “mensalão”, em matéria dos repórteres Paulo de Tarso Lyra, Hugo Marques e Sérgio Pardellas. A informação foi creditada ao deputado Miro Teixeira, já ex-ministro das Comunicações do governo Lula, que teria sido avisado deste hábito por outros parlamentares. Em seguida o JB publicou correção informando que a fonte foi um presidente de partido da base aliada.
Seis meses antes (28/2/2004), o repórter e analista político Carlos Chagas publicara, na Tribuna da Imprensa, artigo em que já dava notícias sobre a existência de incalculáveis recursos na “tesouraria” do PT, administrados pela cúpula do partido (citados José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares), com a ajuda de um “operador profissional” (o publicitário mineiro Marcos Valério).

Carlos Chagas foi o primeiro a noticiar
Não havia ainda referência explícita à existência de um “mensalão” pago a parlamentares para apoio automático aos interesses governistas.
Depois de comentar que “ruim de grana o PT nunca esteve”, Chagas assinalou: “Foi a partir da recente campanha presidencial, porém, que o dinheiro começou a sobrar. Com a posse do presidente Lula e a nomeação de milhares de petistas para a administração federal, mais recursos apareceram. A preocupação do presidente anterior, José Dirceu, e do atual, José Genoino, passou a ser como administrar a bolada, cujo montante, para dizer a verdade, só uns poucos conhecem. Mas é muito grande. Quem passou a sofrer foi o diretor-financeiro do PT. Delúbio Soares jamais pensou em tornar-se banqueiro ou investidor no mercado.
Assim, para ajudá-lo, foi buscar um operador profissional, encontrado na pessoa do publicitário mineiro Marcos Valério, da SMPB, de Belo Horizonte. Agência por sinal aquinhoada em 2003 com contratos de publicidade no valor aproximadamente de R$ 150 milhões, provindos do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios e Telégrafos e Petrobras.
Há algum tempo a capital mineira funciona como uma espécie de caixa central do PT, de onde flui numerário bastante para as despesas partidárias, agora com ênfase para as campanhas de outubro. No caso, até servindo a outros partidos, como o PP, PL e PTB, cujos emissários não raro deixam o Aeroporto da Pampulha com malas recheadas, em espécie”.