Carlos Newton
Por sugestão do comentarista Marcelo Mafra, vamos reproduzir
exatamente o compromisso assumido por Dias Tofolli quando foi sabatinado
no Senado e teve aprovada sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal.
Em sua mensagem ao Blog da Tribuna, o comentarista Marcelo Mafra
destaca a importância de o procurador-geral da República atuar com
firmeza para levantar a suspeição de Toffoli, pois o seu padrinho
direto, o ex-presidente Lula, por ocasião da divulgação das conversas do
encontro com Jobim e Gilmar, dissera que já havia dito a Toffoli que
ele tinha que participar do julgamento do Mensalão. “Então, Lula já deu
as ordens e as coordenadas do que Toffoli deverá fazer”, diz Mafra.
Pois bem. vamos relembrar que, em sua sabatina no Senado, Toffoli
afirmou ainda que considerava “coisa do passado” seu trabalho em defesa
do presidente Lula e do PT. “O fato de ter atuado em ações eleitorais
para o presidente da República é algo do passado. Isso não faz mais
parte da minha vida. Não nego minha história, mas no momento que fui
para Advocacia-Geral da União já deixei isso para trás”, alegou.
Toffoli afirmou que se declararia impedido de julgar a legalidade das
cotas raciais por já ter se manifestado sobre o tema enquanto esteve na
Advocacia Geral da União. O raciocínio, no entanto, não se estendia ao
caso do ex-ativista italiano Cesare Battisti e a polêmica sobre a
possibilidade de excluir torturadores da lei de anistia de 1979. Nestes
temas, ele disse que pretende consultar os futuros colegas do Supremo
para se posicionar ou não por impedimento.
Maior crítico da indicação dele para ministro do Supremo, o senador
Álvaro Dias (PSDB-PR) então ironizou os possíveis impedimentos de
Toffoli. “São tantas as questões ligadas a Vossa Excelência que, se
Vossa Excelência for se declarar impedido em todas, ficará de férias no
Supremo Tribunal Federal”.
Bem, agora só resta aguardar se Toffoli vai cumprir o compromisso de
consultar os outros ministros sobre a suspeição? Será que vai cumprir?
Claro que não.
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