Como se sabe, há tempos o PT pressiona pela saída de Carlos Lupi, porque a CUT perdeu espaço no Ministério do Trabalho. Ao mesmo tempo, o ministro sobre pressões cada vez maiores dentro do próprio PDT, partido do qual é presidente licenciado. Esses sáo seus dois maiores problemas, hoje, em meio às especulações de que deve deixar a pasta.
Vamos conferir o que diz o site “Editoria Rede PDT”, que monitora e transmite informações sobre o partido, inclusive citando frequentemente o Blog da Tribuna: “Durante a Semana Jango, realizada no Paraná com a presença do ex-deputado João Vicente Goulart, militantes das bases pedetistas se reuniram para analisar a conjuntura política, pregando a necessidade de abertura democrática das estruturas de direção do partido, nacionais e estaduais, para propiciar a unidade partidária em bases sólidas e maior legitimidade de seus dirigentes e gestores públicos”. Traduzindo: querem a saída de Lupi.
“A idéia que toma corpo é reivindicar urgente reunião do Diretório Nacional do PDT para refletir institucionalmente sobre os acontecimentos políticos nacionais e nos estados, no sentido de uniformizar opiniões destoantes no partido, focando no eventual desembarque da representação pedetista do governo de Dilma Rousseff”, prossegue o site pedetista, acrescentando:
colocar no ministério outro dirigente do PDT.
Diante das pressões movidas pelo PT e pelo PDT, Lupi está enfraquecido politicamente e já é citado na imprensa como um dos alvos da reforma ministerial que deve ser feita pela presidente Dilma Rousseff na virada do ano.
No meio dessa confusão, o Planalto identifica a existência de “fogo amigo” nas denúncias que começam a desestabilizar Lupi, num movimento semelhante ao que tomou conta do PP e que quase derrubou o ministro das Cidades, Mário Negromonte, há quase dois meses. Por isso, o futuro de Lupi no Ministério é hoje nebuloso e insondável.
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