Na Folha de S. Paulo, o colunista Gilberto Dimenstein ficou incomodado e reclamou dos comentaristas que criticam Lula e dizem que ele deve se tratar no SUS. Realmente, esse tipo de comentário nos incomoda, mas eu entendo perfeitamente o que os comentaristas estão dizendo.
Na verdade, eles apenas defendem o óbvio. Todos os cidadãos são iguais, na utopia da nossa bela Constituição cidadã. Só que uns são mais iguais do que os outros, sobretudo no que diz respeito a Educação e Saúde.
A meu ver, para termos uma verdadeira democracia, que realmente ofereça oportunidades iguais a todos, como é a meta de todas as pessoas de boa vontade, Educação e Saúde deveriam ser direitos garantidos a todos pelo poder público.
Mas quem se preocupa com isso, quem se interessa por isso? Quase todos os políticos estão pouco ligando, porque seus filhos estudam nos melhores colégios particulares e a família está coberta pelos melhores planos de saúde, o que significa dizer que estão servidos pelos mais modernos hospitais e tratamentos, enquanto os demais brasileiros estão praticamente abandonados à própria sorte. Por isso, entendo quando saem comentários dizendo que Lula devia se tratar pelo SUS, como fez recentemente a vereadora Heloisa Helena, do PSOL de Maceió, que não usa plano de saúde.
Lembro de uma canção que Roberto Frejat fez quando Cazuza morreu. Diz a letra que “todo mundo é parecido, quando sente dor”. É uma verdade.
E lembrando outra canção, de Haroldo Barbosa e Luiz Reis, que se refere aos problemas das pessoas pobres, a letra diz que “a dor da gente não sai no jornal”. Por isso, poucos políticos se interessam em melhorar as condições do atendimento de saúde aos pobres. Não sai no jornal, ninguém liga. É triste falar sobre isso, mas é a nossa realidade.
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